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Idéias no Tom é um conjunto de visões e impressões, que transitam em muitas mídias. Os textos são fruto de valiosas pesquisas realizadas pelos nossos colaboradores, que buscam unica e exclusivamente divulgar informação de qualidade. Escolha a sua postagem e ligue-se no tom dessa ideia!

Fundindo Ideias!




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O IDÉIAS NO TOM SEGUE O CAMINHO DO COMPROMETIMENTO COM A ORIGINALIDADE , ALÉM DE ABORDAR QUESTÕES DE RELEVÂNCIA MUNDIAL E O QUE ROLA NO UNIVERSO DA BOA MÚSICA, LITERATURA E CINEMA. CADA COLABORADOR DESTE BLOG TEM INTEIRA RESPONSABILIDADE SOBRE O QUE ESCREVE.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Estandarte Fantástico

E se eu te dissesse que criaturas incríveis habitam nossas florestas? Cobras gigantes, mulas com uma chama de fogo no lugar da cabeça, meninos com os pés virados para trás e o tal de “Capelobo” (bom, deste não darei “spoiler” para deixar a curiosidade assumir o controle). Bem, quem está dizendo não sou eu, mas há rumores.

O fato é que, vem do norte das Américas o escritor que explora com magnitude nosso folclore  brasileiro.   Christopher Kastensmidt, nascido em Houston no Texas, já participou de antologias, contos fantásticos, produções de jogos eletrônicos, adaptações de roteiro e já foi finalista do
Prêmio Nébula (by the Science Fiction and Fantasy Writers of America). Hoje é residente em Porto Alegre, e está consolidando mais uma obra

Essa grande fera do mundo fantástico estará no próximo dia 10 de dezembro de 2014 (quarta-feira), juntamente com Carolina Mylius, e Ursula "SulaMoon" Dorada, lançando o quadrinho “A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito”. Eles irão recepcionar os fãs no bar A Taberna (Rua General Lima e Silva 1332 – esquina com Olava Bilac), com direito a muito hidromel!

A obra é uma adaptação gráfica do conto: “O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara”, que
é seguido por mais dois contos que compõem a trilogia: “A Batalha Temerária Contra o Capelobo” e
O Desconveniente Casamento de Oludara e Arani” (serão adaptados também? Resta a
expectativa).

Compareça na Taberna dia 10 de dezembro e erga este estandarte em nome da fantasia e da
imaginação. Confirma tua presença no evento e chama os amigos para festejar contigo!
E para quem estiver interessado em adquirir o exemplar, o custo é de R$ 15,00 (preço de capa).

Os contos estão no papel, mas o limite deles é a sua criatividade!


Conheça A Bandeira do Elefante e da Arara  AQUI

Saiba mais sobre A TABERVA AQUI


Imagem: Acervo do Escritor

domingo, 16 de novembro de 2014

De René Girard a Ozzy Osbourne: Um estudo através de Iron Man - Black Sabbath!






Pra quem acha que heavy metal e estudos acadêmicos não funcionam bem, esta postagem está aqui pra ilustrar que muito há a explorar no tema, utilizando o microscópio filosófico acadêmico.  Dois estudantes da pós-graduação em direito da Pucrs (Mestrado e Doutorado) uniram força, conhecimento e gosto pelo heavy metal em um artigo científico.  Tema polêmico merece uma música polêmica, de uma banda ainda mais polêmica: Black Sabbath (que ao lado do Led Zeppelin e Deep Purple, forma a santa trindade do Heavy metal – amém!).

A música escolhida é a IRON MAN, vem do disco PARANOID de 1970. O que Iron Man tem de tão especial? Qual a relação entre o Mimetismo, Cristianismo e Black Sabbath? Bom, essa parte não vou comentar para evitar “Spoiler”. O Ideal é se desapegar dos preceitos e analisar o texto de forma coerente. Bom, e ao final, ter todo o direito de concordar ou discordar com a ideia apresentada. Afinal de contas, eis a grande magia do livre arbítrio.
Agora, acessa o arquivo e deixa o som rolar. Se ao menos a reflexão não te servir, tenho certeza que a polêmica irá render boas conversas entre os amigos. A ideia do artigo e da postagem não é testar fé, e sim trazer uma nova forma de pensar sobre velhos assuntos. 

E se de repente você topasse com alguém na rua, dizendo que veio do futuro e que desse futuro que ele veio a humanidade inteira foi destruída? Qual seria sua reação?


        



Heavy boots of lead
Fills his victims full of dread
Running as fast as they can
Iron man lives again!” (Iron Man, Black Sabbath)



Para ter acesso ao artigo CLIQUE AQUI

Autores:
Milton Gustavo Vasconcelos Barbosa - Doutorando em Ciências Criminais (PUCRS)
Wilson Franck Junior - Mestrando em Ciências Criminais (PUCRS)

Para visitar o Currículo Lattes dos autores, basta clicar nos nomes. 

Imagem e vídeo: Black Sabbath Official

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tu, Frankenstein 2 - 60º Feira do Livro de Porto Alegre


Depois de alguns meses visitando o submundo da escuridão, é hora de trazer as idéias no tom de volta para a luz. São muitas as novidades e assuntos, certamente não haverá tempo para recuperar temas passados. Como ponto inicial do ressurgimento, o tema eleito é a 60º Feira do Livro e alguns acontecimentos isolados do evento anual.
A 60º Feira do Livro de Porto Alegre acontece de 31 de outubro até 16 de novembro, na praça da alfândega. O público já pode desfrutar de dias intensos envolvendo lançamentos, sessões de autógrafos, oficinas, mesas-redondas e muito mais. A programação completa pode ser conferida no site da Feira do Livro, que estará disponível ao final do texto.

Um dos dias de maior expectativa, para o público fantástico, é o lançamento da obra “TU, FRANKENSTEIN 2”, e vale o recorte temporal para relembrar o evento. Durante a 59º Feira do Livro (2013), dezoito escritores acionaram a máquina do tempo e retornaram para o ano de 1816, em Genebra (Suíça), momento em que Lord Byron desafiou Mary Shelley e Jhon William Polidori a criarem uma história de terror em uma noite. Aceitaram o desafio, e eles não criaram uma história, criaram um mito, uma lenda chamada Frankenstein. 
Neste mesmo espírito aventureiro literário, “Os Dezoito” estiveram trancafiados no prédio da velha (construção data de 1871) Biblioteca Municipal de Porto Alegre, no ano passado durante uma noite com pouca iluminação, mas muita inspiração. Transcorridos 365 dias solares, a Editora BesouroBox trás aos olhos do povo o resultado de todo sentimento aflorado naquela noite. São os contos de Bráulio Tavares, Carlos André Moreira, Carlos Patati, Celly Borges, Cesar Alcázar, Marcelo Amado, Max Mallmann, Sean Branney, Simone Saueressig, Cristopher Kastensnidt, Duda Falcão, Frederico Andahazi, Felipe Castilho, Guilherme da Silva Braga, Gustavo Nielsen, João Pedro Fleck e Felipe Guerra. Quem obtiver o livro na feira (ou já o tenha) e quiser marcar suas páginas com o signo encantado dos mestres, será possível fazê-lo no dia 08 de novembro (sábado) às 20h no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre) em uma sessão de autógrafos. “Tu Frankenstein 2” teve curadoria de Duda Falcão (Editora Argonautas), entre outros. O fantástico não tem fim e a sede por novas linhas que transportem suspense aos olhos, são
muito bem vinda.

Claro que, esta é apenas uma das muitas atividades que recheiam a programação da Feira do livro de Porto Alegre. Escolhe o teu dia e escritor favorito, e aproveita ao máximo. A dica é: Vai a todas as atividades se tiver oportunidade!

Tu, Frankenstein 2 no face: Aqui
Tu, Frankenstein 2 na Feira: Clique Aqui
Link contendo toda programação da 60º Feira do Livro de Porto Alegre: Aqui

Agenda-te, confirma presença nos eventos do face e fica por dentro das novidades. Em breve voltaremos com mais informações sobre outros eventos da Feira!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Na trilha da Emoção (games: PT. I)


Já está mais do que claro que as trilhas sonoras, hoje e sempre, fazem toda diferença em um jogo de vídeo game.  Existem inúmeros compositores renomados e que merecem todo o respeito pelos  trabalhos complexos já realizados.  Alguns poucos conseguem reconhecimento internacional e não é raro “respingar” algum prêmio em algum evento acadêmico desenvolvido para agraciar tais obras. É bem comum acontecerem casos em que os compositores caem no  abismo do esquecimento, embora seu trabalho tenha sido animado por um game de grande sucesso. 

 Hoje gostaria de mencionar um grande mestre nas composições nascido na terra dos samurais, Nobuo Uematsu. Nascido em 21 de março de 1959, Uematsu começou a tocar piano com aproximadamente 11 anos. Como todo bom autodidata, ele nunca recebeu aulas formais de Piano ou de qualquer outro instrumento. Tocou teclado em algumas bandas independentes na juventude e chegou a compor alguns Medleys para comerciais de TV no Japão. Um dia Uematsu estava na loja de aluguel de instrumentos musicais, onde trabalhava, quando foi abordado por agentes da Square (produtora de games) que o perguntaram se ele gostaria  de “compor alguma coisinha simples” para um novo projeto que a produtora iria lançar. Seu Début na Square foi com o Genesis em 1985. Enquanto estava criando a trilha desse game,  conheceu Hironobu Sakaguchi, que lhe convidou a musicar uma série de games que ele estava criando para a Square. Sabiamente ,Uematsu não hesitou em aceitar. Na sequência então vieram, Eroge, Alpha e o tão idolatrado Final Fantasy. Após acontecer a combinação mágica de Uematsu e Final fantasy, o compositor assinou a trilha sonora de mais de 30 títulos. Sua primeira trilha da saga foi The Final Fantasy Legend em 1989 e, desde então, notas musicais jorram Fuji abaixo.  Uematsu inspira-se em influências diversificadas, variando de imponentes clássicas sinfônicas ou heavy Metal e transitando genialmente entre o New Age e o Hiper-percusionismo do Electro-Techno.  Em Lost Odyssey, por exemplo, o Gênio abusa em várias pontuações dos arranjos clássicos para o Jazz contemporâneo. Fã confesso do Celtic Music e folclore irlandês nas horas de folga, o compositor gosta de ficar em casa com sua esposa Reiko (que conheceu na faculdade) e seu Beagle Pao. Quando está em casa seu passatempo predileto é beber cerveja e assistir Wrestling Profissional. Uematsu mencionou em uma entrevista que seu sonho na juventude era ser lutador profissional. Decepção de um, alegria de milhões. Cheio de brilho, genialidade e sentimento, em 2012, “Theme Aerith”, escrita por Uematsu para Final Fantasy VII, foi eleita na posição 16 no relatório anual da Classic FM (UK) Hall of Fame  top 300. É a primeira vez que uma canção escrita para jogos habita a lista. Seguem alguns trabalhos assinados por Uematsu:



 Genesis (1985)
 Cruise Chaser Blassty (1986)
 Alpha (1986)
 Crystal Dragon (1986)
 King's Knight Special (1986)
 King's Knight (1986)
 Aliens (1987)
 3-D World Runner (1987)
 JJ (1987)

Chrono Trigger (1995)
DynamiTracer (1995)
Front Mission: Gun Hazard (1996)
Final Fantasy VII (1997)
Final Fantasy VIII (1999)
Final Fantasy IX (2000)
Final Fantasy X (2001)
Hanjuku Hero Vs. 3D (2002)
Final Fantasy XI (2002/2003)
Final Fantasy Tactics Advance (2003)
 ... entre muitos outros projetos em Filmes e animações.

Pra ilustrar  as palavras, nada melhor que Música:


Symphonic Odysseys - A Tribute to Nobuo Uematsu





1. Opening Fanfare by Nobuo Uematsu 0:00
2. Final Fantasy (Concerto for Piano and Orchestra) 3:12
3. King's Knight ("A Pretty Day Out") 22:55
4. Chrono Trigger ("Silent Light") 28:51
5. The Final Fantasy Legend and Final Fantasy Legend II ("Main Theme" and "Save the World") 34:39
6. Final Fantasy X ("A Fleeting Dream") 40:50
7. The Last Story ("Spreading Your Wings") 47:14
8. Final Fantasy XIV ("On Windy Meadows") 53:47
9. Blue Dragon ("Waterside") 1:00:33
10. Lost Odyssey (Suite: "Prologue (Main Theme)" | "A Formidable Enemy Appears!" | "A Sad Tolten" | "Dark Saint" | "Light of Blessing / A Letter" | "Epilogue (Main Theme Reprise)") 1:07:04
11. Encore I: FFX 1:27:39
12. Encore II: FFVII 1:32:25
E a pedidos, a premiada Aerith's Theme:






Fonte: NOBUOUEMATSO.COM
            WIKI.ORG
            

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Som do Futuro

Moving Picture Experts Group - ½ Áudio Layer 3, te parece um nome conhecido? Bom, talvez não chamado pelo nome completo, mas se chamado pelo “apelido” adotado pela maioria e difundido pela internet, tenho certeza que tomará conhecimento.  Vamos refletir sobre alguns números que o MP3 (sim, é deste formato que estamos falando) mudou na história.
Tudo começou em 1970 quando o Professor Dieter Seitzer, da Univerisdade de Erlangen-Nuremberg na Alemanha, se depara com um grande entrave ao tentar transmitir arquivos de áudio por linha telefônica. Feita a tentativa frustrada, ele reúne um grupo de Técnicos em Codificação de áudio para tentar transformar a ideia em algo viável. Dezessete anos depois (1987) a universidade Erlangen-Nuremberg  Estabelece a parceria com o Instituto Fraunhofer e cria o MPEG (Moving Picture Experts Group), junto a ISO (International Organization for Standarization)  responsável por definir e desenvolver padrões  para a compressão de arquivos de áudio e vídeo. Desde então, tudo que envolve música e arquivos de áudio e vídeo, historicamente falando, não foram mais os mesmos. Os Pesquisadores de Fraunhofer votaram no “.mp3” como extensão a ser adotada nos arquivos de áudio MPEG Layer 3 e disponibilizaram o Codec como Shareware no site “mp3.com” criado por Michael Robertson.
Após passarem dez anos aproximadamente, entram em cena dois grandes atores coadjuvantes que ajudaram a disseminar a ideia em níveis incontroláveis:
Em 1999 o norte-americano Shawn Fanning (e não foi o Justin Timberlake) Desenvolveu um Software que permitia os internautas compartilharem os arquivos de MP3 chamado NAPSTER (som de trombetas). Ao contrário do que muitos pensam o NAPSTER não fazia papel de servidor, ele só mantinha em seus bancos de dados um check list das músicas armazenadas em computadores pessoais. Sendo assim, cada computador registrado no Napster era Cliente e Servidor ao mesmo tempo.
O segundo agente foi criado dois anos antes por Justin Frankel, um FREEWARE desenvolvido em parceria com a Nullsoft chamado WINAMP (quem não lembra?). A primeira versão chamada Winamp32  tinha sequer interface gráfica, seu único objetivo era decodificar arquivos MPEG e jogá-las no mixador de som do sistema. foram na época as ferramentas necessárias para fazer ferver algumas cabeças de artistas e gravadoras.
Em 2006 na Alemanha, o MP3 gera mais de 10.000 novos postos de trabalho e movimenta em torno de 300 bilhões de euros em impostos. Só os alemães gastaram em média 1,5 bilhões de euros em players de mp3 ou produtos correlacionados nesse período.


O interessante é notar que o Mp3 não surgiu com um intuito de ser um vilão. Ele surgiu com a finalidade de transportar arquivos de áudio por linhas telefônicas em uma época que a internet estava longe de ser popular. Mas como tudo se transforma e  na medida em que o tempo passa, as execuções das ideias tomam rumos diferentes dos esperados.  Há quem diga que a mídia virtual será o fim de mídia física, Eis a questão!  De um lado o ressurgimento dos Lp’s com qualidade incrível de outro os tocadores de mídia virtual assombrando avassaladoramente o mercado. O que resta no final das contas, é a gritante pergunta:
- O que, realmente, o futuro reserva para a música?

                 http://justin.frankel.usesthis.com/



terça-feira, 17 de abril de 2012

GAMES IN CONCERT 2012

Música bem executada sempre traz tranquilidade e sossego pra alma. Se você está na sua sala bem acompanhado por uma bela taça de vinho colocado a margem de uma lareira, sim!
Porém, se você está viajando ao fundo do monte Olympus, mergulhado no fosso do tártaro tentando vencer o Titã Khronos, a referida trilha sonora por vezes te fará saltar da cadeira.
A cada vez que se dá vida á um jogo, um dos quesitos mais analisados é o Gráfico, provavelmente o segundo item, é a trilha sonora que vai conduzir as sequências de ação ou drama e dar vida à esse gráfico.
Pensando em tirar essas sinfonias da tela e trazer até nosso alcance o Teatro Municipal de Santo André (São Paulo) e a secretaria da cultura de Santo André, trazem o espetáculo GAMES IN CONCERT.
Musica Erudita + Famosas trilhas de videogames: Um espetáculo imperdível!
Segundo Organizadores o evento reunirá no mesmo palco a Across Orchestra e a Banda Smash Bros de Game Music. O pianista Marco Aurélio de Almeida se junta ao palco também, sob a regência de Rafael Waisman e a direção geral de Átila Cumagai (e uma equipe de mais de 50 profissionais adicionando sucesso ao evento). o Games In Concert apresentará também um grande aparato de som, luzes e projeções que farão menções a mais de três décadas de videogames. A Premiéer acontecerá no dia 22 em Santo André – SP com duas únicas apresentações que darão início a Tournée Nacional do espetáculo que excursionará pelos estados do Brasil. No setlist do festival estão trilhas famosas como: Mario Bross, Sonic, Zelda, Final Fantasy, Mortal Kombat e muitos outros.
Fique ligado nas informações e não percam a oportunidade de viajar através da música clássica até o seu game favorito.


 Vamos ao Serviço do espetáculo:
Oquê: GAMES IN CONCERT
Onde: TEATRO MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ
Quando: 22 de Abril de 2012
Horas: 1º Sessão - 18:00hs
          2º Sessão - 20:30hs
Game maníacos entrando em êxtase em: 3...2...1!


mais informações nos links:
Site: Games in Concert
FaceBook: https://www.facebook.com/GamesInConcert
Twitter: www.twitter.com/GamesInConcert
Youtube: www.youtube.com/GamesInConcert

















sábado, 23 de julho de 2011

Depois da Cracolândia, qual é o próximo passo?


Ontem foi instalada uma Santa na Cracolândia de São Paulo, centro da cidade, pelo artista plástico e fotógrafo Zarella Neto, que nasceu e cresceu no bairro. Segundo ele, a Santa foi instalada naquele local, para ser democratizada. Em suas palavras, “Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo.” (Fonte: Folha)
Pois bem, não é que, hoje mesmo, usuários de crack quebraram e santa, deixando apenas a lâmpada que a iluminava? Segundo informações, foi quebrada pelos usuários da droga incomodados pela repercussão da obra no local e o intenso acesso da imprensa.
Faz sentido, afinal, fumar crack com um bando de jornalistas do lado deve ser desconfortável, concorda? Além disso, os usuários podem muito bem, através desse ato, ter dito à opinião pública que estão se lixando para a proteção da Santa, pois no calor do vício, o bicho pega, e não é Santa que irá por um fim nessa verdadeira epidemia. E é aí que quero chegar, na transformação do uso de crack, oxy, etc., em uma epidemia trágica.
No passado circulavam por aí drogas que degradavam aos poucos e ao longo do uso, destruíam famílias, transformavam uma pessoa com potenciais infinitos, pensantes, etc., em um meio-ser humano. Agora temos drogas que provocam lesões irreversíveis ao cérebro, debilidade de todos os órgãos, corrosão do sistema respiratório, enjôo e diarréia muito intensa já no início do consumo. No caso do Oxi, a morte pode ocorrer em menos de 2 anos, pelo enfraquecimento completo do corpo. O crack é composto de éter, acetona e bicarbonato de sódio. O oxi, até onde se sabe, de gasolina, querosene e cal virgem.
A minha pergunta é: O que a Sra. Dilma Roussef e os Governantes estaduais têm a dizer sobre essa legião de viciados e de mortos pelas drogas? Quando essa questão vai ser encarada com o devido respeito? Como podemos aceitar a existência de tantas cracolândias em um país em pleno desenvolvimento econômico? Existem na presidência, 33 MINISTÉRIOS. Exatamente. Será que algum desses 33 ilustres ministros (alguns nem tão ilustres, a exemplo do  escândadalo do Ministério dos Tranportes) não poderia fazer algo efetivo pelo uso de drogas desenfreado no Brasil?
Por que ainda não foram destinadas verbas para a construção de hospitais exclusivos para dependentes e contratação massiva de profissionais da saúde preparados para remover as pessoas das cracolândias e conduzi-las para a tentativa de reabilitação? Por que não se buscou ainda um plano nacional de tratamento de dependentes químicos, buscando informações aqui e no exterior para retirar as pessoas desse abismo em que estão?
Uma hora vamos ter que lidar com isso, talvez quando o número de jovens do nosso país diminuir tanto a ponto de não termos mais certeza sobre a continuidade da nossa identidade brasileira.
Você tem informações, notícias e idéias sobre como os dependentes químicos estão sendo tratados aqui no Brasil ou no exterior? Na sua cidade algo está sendo feito? De que forma você acha que o governo poderia se responsabilizar por esse caos que nossa sociedade enfrenta?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Anjos da Noite – Um grupo que está fazendo a diferença em Porto Alegre – RS


Hoje estava conversando com o maridão sobre minha atuação no Blog (quase nula nos últimos tempos, infelizmente. Tenho deixado a vida pessoal –trabalho e estudo- soterrar meu grande prazer que é escrever. Mas vou dar um jeito nisso, começando agora, com essa rápida passada por aqui!). Comentei com ele que essa pausa na escrita é terrível, pois bloqueia, principalmente porque gostaria de postar algo diferente, contando um fato bacana que está acontecendo, inspirador, positivo. A conversa acabou indo parar no site TED vídeos (do qual sou fã de carteirinha, depois que descobri através da minha professora e amiga). Então ele me perguntou: “mas afinal, qual é a função do TED vídeos?”.
“É divulgar idéias de todos os tipos, pesquisas e trabalhos, mas a parte que eu mais adoro lá é a divulgação das BOAS IDÉIAS, aquelas inspiradoras, de trabalhos que contribuem para mudar o mundo.”, respondi.
Comentei com ele que é um desafio jornalístico trabalhar em cima de boas notícias, afinal, somos cercados de esquemas de corrupção, escândalos na política, desastres, violência... Ele então me perguntou: “mas meu amor, você não acha que são realmente essas coisas que mais acontecem no mundo?”
Achei fantástica a pergunta dele. Reflete a sensação geral da humanidade, de que sempre pode acontecer algo ruim, afinal, “é o que mais acontece”. Mas na realidade, no mesmo instante em que um assalto está acontecendo nas ruas, um batalhão do grupo de bombeiros está resgatando uma família em risco, ao mesmo tempo em que uma família definha de fome pelo descaso do governo, um grupo de médicos e enfermeiros luta em zonas de conflito da áfrica por exemplo, para salvar vidas... e assim o mundo segue, com uma multidão de anjos anônimos que fazem uma grande trabalho global pelo bem.
Pois bem, enquanto algumas pessoas na cidade de Porto Alegre sentem fome e frio nas ruas da cidade, outras já não sentem mais. Na semana passada, o maridão me ligou e disse: “amor, escuta isso.”. Ouvi uma voz de uma pessoa falando muito alto, como se estivesse pregando palavras da Bíblia ou algo assim. Ele foi me narrando o que estava acontecendo. Era uma mulher que estava falando palavras de inspiração a um grupo de aproximadamente 30 pessoas  que usavam coletes identificados com o nome “Anjos da Noite”, que se reúnem uma vez por semana em frente à Prefeitura de Porto Alegre. Ela pedia a Deus forças para todos, para que desempenhassem seu trabalho da melhor forma possível e que as pessoas que recebessem ajuda deles naquela noite, também o fizessem da melhor forma possível.
O Anjos da Noite é um grupo que foi criado em 2006 pelo grupo “A gente da Comunidade” e tem como objetivo ajudar os moradores de rua da capital. Toda a semana um mutirão de dezenas de pessoas prepara alimentos para distribuir à multidão de moradores de rua. Eles montam uma estrutura coberta com mesas e muitos quilos de comida em frente à Prefeitura Municipal, se organizam e partem para o trabalho, durante a madrugada.
Esse é um exemplo, dentre tantos outros, de pessoas que fazem o bem, toda a semana, e todo o dia há alguém trabalhando pela mesma idéia: solidariedade e bons atos.
Enquanto sentimos que não há o que fazer, que o poder é o dinheiro, e ele está nas mãos de poucos, precisamos perceber que existe outro poder: a informação. Há um vídeo impressionante no Ted videos onde Ryan Lobo, um fotógrafo com uma fantástica história de vida, encerra sua palestra dizendo: “Dê enfoque ao que é digno, corajoso e belo, e isto crescerá.” No momento que temos um blog, facebook, twitter, etc., temos uma ferramenta para impulsionar as coisas boas do mundo. Divulgar é uma poderosa forma de inspirar.

Para mais informações e formas de ajudar: Todas as Quintas-feiras apartir 19:00 - Rua Com. Manoel Pereira, 194 - Centro/POA. ou Informe-se pelo fone(51) 3284-0764.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que você diria à Tickets For Fun? Eu digo: show em que vocês puserem a mão eu não vou nunca!


Como milhares (milhares mesmo) de internautas que registraram no youtube, blogs, comentários de jornais online, etc., sua imensurável indignação com relação ao trabalho realizado pela Tickets For Fun, eu também relatarei meu pesadelo aqui, ao tentar realizar o sonho de ver o show do U2 360º, que se realizará no Brazil nos dias 9,10 e 13 abril de 2011.
O primeiro dia de venda de ingressos (para o primeiro show do dia 9), que a princípio seria o único da banda aqui, teve seus ingressos esgotados em aproximadamente 2 horas, com site fora do ar e muita revolta. A produção da banda anunciou então o tão esperado: a realização de um segundo show, no dia 10/04.
Foi aí que entramos, eu e o maridão, na batalha para a compra do ingresso. Ele passou a noite em claro, lutando contra um site que mostrava ingressos disponíveis e depois, no próximo passo da compra, dizia que não havia ingresso para o setor escolhido. Havia um tempo limite para navegação, e após o tempo transcorrido, o maridão era chutado do site e tinha que aguardar horas para poder entrar de novo. E assim foi, até que pela manhã do dia 20/12 foi publicada a notícia de que os ingressos já haviam esgotado em 60 minutos após o início da venda, e a tickets for fun não se deu ao trabalho sequer da atualizar as informações. Em torno das 8h da manhã do dia 20, é publicada uma luz no fim do túnel: a T4F iria fazer a venda do lote derradeiro, apenas por telefone, a partir das 10h da manhã.
Aí era minha vez de sangrar. Às 9:59 comecei a ligar. Meu telefone contabilizou 798 chamadas realizadas, que foram até 13:40 da tarde. Exatamente, 798 chamadas. Desse número absurdo, restou um saldo de nervos à flor da pele, fome, decepção, frustração e apenas duas ligações em que não dava sinal de ocupado: a primeira às 12:15, quando fui atendida e fiquei na gravação por 30 minutos, até que a ligação caiu. A segunda foi às 13:40, quando, depois de mais meia hora ouvindo gravações, fui finalmente atendida. Disse emocionada para atendente: Eu gostaria de dois ingressos para o show!!!! Nem preciso dizer o que ela me respondeu, preciso? Certo, preciso: “Infelizmente, todos os ingressos estão esgotados.”
Gastei no total uma hora de um telefonema cujo valor vai vir como um grito na minha próxima fatura do celular, dizendo: “ISSO É PARA VOCÊ APRENDER A NÃO NEGOCIAR MAIS COM EMPRESAS FRAUDULENTAS!”
Convenhamos, somando o tempo de venda dos 3 dias de show temos o que, no máximo 24 horas. Você realmente acredita que foram vendidos para pessoas físicas, reais, que ocuparão o estádio, 3 Morumbis em 24 horas??? Todo mundo sabe que não!!! Todo mundo sabe que existem centenas, que somam milhares de ingressos, em sites de cambistas mega organizados e empresas de turismo que estão vendendo a entrada para o show do U2 a preços absurdos, como o que vi, vendendo cadeiras que originalmente custavam R$ 380,00 por R$ 1.000,00. Veja o absurdo de alguns sites FALCATRUAS que estão vendendo ingressos do U2:


DRIKATOUR: http://drikatour.com.br/ - este, depois de noticiada a venda irregular no site da Globo.com, colocou em seu site “INGRESSOS SOMENTE COM EMPRESAS TERCEIRIZADAS. NÃO VENDEMOS INGRESSOS.” Quem são essas empresas terceirizadas? Ah! Me poupe!

Também foi citada na notícia da Globo.com, mas apesar disso anuncia ainda pacotes U2, incluído INGRESSO + viagem.

Estão oferecendo passagem ida e volta, 2 diárias com café, tralado hotel – show – hotel, 1 INGRESSO SETOR PISTA e brinde U2 por R$ 1.500,00. (Contando com uma diária generosa de R$ 200,00, daria metade do preço com os preços de ingresso originais, em torno de R$ 800,00).

E fora as centenas de cambistas que estão na frente do Morumbi, com muitos, mas muitos ingressos na mão. Alguns já começaram a vender até mesmo em frente ao Credicard Hall, logo depois que a bilheteria fechou, como conta este comentário deixado por “Tati” no Jornale, que peço licença para reproduzir aqui:
Interessada em adquirir um ingresso para o show do U2 passei na noite de 06.12.10 para 07.12.10 um período de 11 horas na fila, com algumas centenas de pessoas, na bilheteria oficial que era no CREDICARD HALL.
Além do descaso com o consumidor, pois não colocaram nenhum banheiro à disposição, a surpresa maior, veio com a notícia de terem sido esgotados os ingressos apenas 30 minutos após a abertura das bilheterias e com o fechamento do portão.
Houve indignação por parte da população, uma vez que ninguém conseguiu ter acesso à bilheteria, a não ser os cambistas que entraram na frente de todos, sem ao menos serem barrados pelos seguranças do local. Algumas pessoas ligaram para a polícia militar. Os policiais, quando chegaram ao local, simplesmente diziam que não podiam fazer nada. Os portões foram fechados em poucos minutos, ninguém deu a mínima satisfação para as pessoas e os seguranças sairam de lá. A multidão ficou indignada. Pessoas choravam, não acreditavam. Havia fila preferencial para idosos, gestantes, deficientes, que também não possibilitou acesso dessas pessoas a compra de ingressos.

Após o fechamento das bilheterias às 10:45h, os cambistas já revendiam, no próprio estacionamento do local, ingressos com valores muito acima do original.

Isso foi a maior FALTA DE RESPEITO e DESCASO com a população.
Entrei em contato com a empresa responsável pelo show do U2 -Tickets for fun por telefone e, após muito insistir na ligação, fiz a minha reclamação.A atendente somente disse que não podia fazer nada, que passaria a informação para o superior. O site da impresa estava inacessível, aliás durante toda a madrugada.
As pessoas frente a isso já levantavam uma qrande questão: como será a Copa aqui no Brasil? Será desta forma?

O que é mais revoltante é ver que quase todo mundo sabe o que está acontecendo, principalmente a tickets for fun e a produção do U2, mas ninguém faz NADA. Estamos sendo roubados, colocados à mercê de cambistas que irão decidir agora por quanto querem nos vender o ingresso e ninguém faz nada. Será que vai ser assim agora com todos os grandes shows que virão ao Brasil? A venda de ingressos honestos será apenas para uns poucos sortudos e o restante será vendido através de Cartel instalado nesse país? Isso é uma vergonha, que não somente desrespeita o público brasileiro do U2, mas as próprias instituições democráticas desse país, a ordem econômica, regras de mercado e a organização de produção e incentivo cultural que esse país deve ter. É lamentável, faz vir á mente aquela idéia clássica de que “isso é Brasil”, e que o melhor é assistir U2 em Buenos Aires, Chile ou outro país, como muitas pessoas farão, conforme relatos lançados na internet.
Hoje de manhã li que o PROCON-SP autuou a Tickets For Fun por desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor durante a venda de ingressos, pois, a partir de reclamações, os fiscais constataram irregularidades por parte da T4F na venda das entradas, já que o serviço prestado não foi adequado - os consumidores enfrentaram diversos problemas para adquirir os ingressos, sobretudo pelo site. O Procon alega falta de informações corretas e claras, discriminação entre consumidores titulares e não titulares de determinadas bandeiras de cartão de crédito e restrição à venda de meia entrada.
Mas ainda é pouco. O correto e o justo com essa multidão de brasileiros fãs do U2 seria começar tudo isso do zero. Acabar com essa corrupção de cambistas, agências de viagem e empresas revendedoras e mostrar que o Brasil é um país que está preparado para realizar eventos como este. O prejuízo da organização do evento não se compara em nada com o prejuízo dos fãs, que não apenas ficaram dependurados no telefone por horas e terão que pagar a conta, mas se deslocaram até São Paulo por nada, e ficaram frustrados e decepcionados a ponto de ir à outros países para assistir um show internacional, mas no Brasil, sua terra natal, nunca mais.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A "guerra" e a "paz" no Rio de Janeiro

Na semana passada, 06/12/2010, ouvi na Band FM uma entrevista com José Padilha, diretor do Tropa de Elite e Tropa de Elite 2. Durante a entrevista, dentre outras coisas, ele afirmou acreditar no pleno sucesso das UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora), Projeto do governo carioca para ocupação policial das favelas e  motivo que desencadeou a revolta dos traficantes e toda a operação de guerra ocorrida no RJ no final do mês passado. Padilha acredita que a UPP é uma idéia revolucionária do Governador Sérgio Cabral. A parte da entrevista que me chocou foi quando José Padilha disse algo do tipo: “vejo acontecendo agora (após toda aquela guarra que vimos no início do mês) a primeira parte do filme tropa de elite 2, ou seja, a derrota do tráfico e o fim da violência nas favelas. O que não quero ver acontecer é a segunda parte do Tropa de Elite 2.” (que é o domínio das favelas pelas milícias, após a extinção dos traficantes).
Adorei o filme Tropa de Elite e mais ainda o Tropa de Elite 2. Por isso, sempre achei o diretor José Padilha um cara esclarecido, inovador e principalmente crítico, mas daquela crítica ácida que o Brasil estava precisando ouvir. Tinha imaginado, na minha cabecinha ingênua, que ele propositadamente fez uma história bem fantasiosa, de um herói contemporâneo, Capitão Nascimento, e usou-a como instrumento para dirigir um golpe certeiro nesse gigantesco esquema político brasileiro. Mas que não passava disso, fazer um filme bacaníssimo, com uma trama de tirar o fôlego, para falar a verdade, de certa forma nas entrelinhas. Mas meu queixo caiu quando ele falou na rádio como se o filme fosse um prenúncio da realidade. Como se estivesse se cumprindo a primeira parte da profecia e agora devemos torcer para que não se cumpra a segunda.
Padilha! Tenho certeza que não veremos a segunda parte do filme na vida real. Até porque nem o que aconteceu na primeira parte do Tropa de Elite é a vida real.
As milícias não vão tomar conta das favelas porque o tráfico de drogas não vai cair, por um simples motivo: o que mantém o tráfico continua firme e forte, que são os consumidores e as armas. Alguém está vendo ser noticiada alguma operação para combater o tráfico de armas? As armas estão apenas sendo recolhidas das “bocas” que foram tomadas, mas a fonte segue ativa, e provavelmente logo será alimentada por essas mesmas armas que foram recolhidas. Afinal, a polícia corrupta não sumiu do Rio de Janeiro como um passe de mágica, pelo contrário, há denúncias de que policiais inclusive auxiliaram na fuga de traficantes no complexo do alemão.
Outro ponto são os consumidores. Como barrar uma multidão de milhões, milhões de pessoas em todo o mundo (mais precisamente 400 milhões de consumidores, segundo o relatório da ONU de 2010) que buscam drogas diariamente, e que estão sem a menor capacidade de controlar seus impulsos, físicos e psicológicos, seus sentimentos, se não tivermos políticas públicas de conscientização e educação contra o consumo de drogas?
Além do mais, como pensar em uma derrota do tráfico, depois das proporções que a indústria da droga tomou nos últimos anos neste país? Na “procissão do mal” (como eram chamados os traficantes por muitos telejornais naquelas imagens de vários homens vestidos de preto descendo em fuga da Vila Cruzeiro) foram contabilizados mais de duzentos homens. 
Duzentos homens, que eram apenas o pelotão da linha de frente, os que defendiam a entrada da vila. E quanto aos que faziam a vigilância de retaguarda, os que trabalhavam no refinamento da cocaína, no armazenamento das drogas? E os que cuidavam das reservas de comida, abastecimento das armas, enfim, da base militar dos traficantes? De quantas pessoas estamos falando? Centenas, milhares? 
A questão principal é: porque o tráfico recruta tanta gente a ponto de criar um exército tão numeroso? Com certeza não é pelo luxo, fama, poder ou viagens para Europa. Claro que não. A massiva maioria dos trabalhadores do tráfico come o pão que o diabo amassou, vive em lugares sujos, na adrenalina de não saber se haverá amanhã, com uma expectativa de vida de no máximo 30 anos. Então o que faz com que o tráfico consiga conquistar tantos “soldados”, com uma média de idade de 10, 12 anos, e passa a construir essas crianças como criminosos e assassinos. A resposta me parece uma só: a falta de opção. Ninguém ofereceu nada melhor para aqueles que vivem na favela. O que um menino de 12 anos vai preferir, poder segurar todo o dia uma AR-15 e ganhar uma graninha para sustentar sua família ou passar fome vagando pela favela? Esses traficantes de hoje foram crianças desiludidas e sem referência. E a solução é “expulsar” a maioria dessas pessoas e matar os que vão ficando para trás? E quanto às próximas crianças que foram recrutadas, seguiremos expulsando de onde estão e matando? Não estou aqui defendendo traficantes, de forma nenhuma. Mas para mim o consumidor, e todo o esquema que cerca o tráfico é tão criminoso quanto o traficante. 
Mas o objetivo do governo carioca e federal é imediatista: limpar a cidade para as Olimpíadas de 2016. Portanto, não há porque gastar dinheiro com políticas públicas de educação de qualidade para crianças e jovens da favela e incentivo ao emprego, por exemplo. A opção mais interessante é mão forte e contra-ataque violento, assim, transfere-se o tráfico para a casa do vizinho.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Another Way To Die - DISTURBED

Os norte americanos da DISTURBED estão de "filho novo".
O álbum intitulado  Asylum. Lançado em 31 de agosto de 2010, o álbum já está causando barulho o suficiente para alcançar a 1º posição na Billboard 200 e o 4º rank na  Alemanha Albums Chart.
 A Disturbed é famosa por suas participações em trilhas sonoras de filmes e games, como por exemplo Transformers, Guita Hero, A Casa de Cera, Tony Hawk, etc


Além do entusiasmo dos fãs, em especial, um vídeo está causando bastante polêmica pela óptica da opinião pública.
Mas a questão em cheque é:
- Qual o motivo da polêmica?
De certa forma, é uma maneira de questionar-se , o motivo da inconveniência, não seria um recado para quem se sente incomodado com as imagens do vídeo?
O planeta vive momentos críticos e já estamos fazendo algo para reverter a situação, mas será que ,estamos fazendo o suficiente?


O vídeo deu vida a música  Another Way To Die, não resta muito a comentar, apenas assistir, tirar as conclusões e começar a reforma.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Xadrez Eleitoral

Aquela porra de jogo de xadrez é meio chato mesmo. Eleição também é um saco. Então resolvi promover algumas alterações para que o jogo fique mais parecido com a política, em homenagem às eleições. Não que o jogo vá passar a ser legal por isso, mas pelo menos seria reunir duas atividades de natureza escrota em apenas uma.
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Vamos lá.











Rainha: já que vamos ter uma mulher eleita, o objetivo será comer a rainha. Você pode até pensar: “Tá louco, comer a Dilma?” Pode parar de palhaçada. Conheço gente que já comeu coisa pior e pagando. E nunca ninguém falou que xadrez é fácil. É foda de ganhar! Então para isso, tem que ser um objetivo difícil. A rainha passa a se chamar Presidente.
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Rei: Essa peça será extinta. Na verdade, ele tá dentro da barriga da Rainha, por isso não aparece no tabuleiro.

Bispos: Na nova regra, o bispo muda o nome para pastor e cada peça que ele come leva mais 10% das suas peças. Caso você não goste, pode manter o Bispo, mas ele só pode comer os peões, que, neste caso, passarão a se chamar “crianças”.
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Cavalo: Agora o nome desta peça é burro. Acha que sabe pra caralho, mas a única coisa que faz direito é passar por cima dos outros. De vez em quando dão uns coices. Até dão uns passos pra frente, mas nunca sem dar um pro lado. No jogo tem quatro. Eurico Miranda e Netinho de Paula são sugestões de nomes para as peças.
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Torres: Essas são as peças cujos nomes são mantidos. Até porque, em Brasília tem duas “torres” e seria bem divertido derrubá-las. Não é preciso fazê-lo com um avião. Mas tem que derrubar. Como o nome diz, “torre” é algo que não deveria se movimentar. Vamos deixar a torre se movimentar no jogo, mas sua locomoção será restrita a duas casas e, por este motivo, sugiro colocar o nome das torres de políticos que já andaram pelas duas casas (Senado e Câmara). Sarney é um bom nome para quem acha que a torre nunca vai cair.
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Peões: Ah, esses aí representam o povo. Continua progredindo bem devagar. Qualquer das outras peças o come com facilidade. Mas na nova regra, peão só come peão. Ou você já viu um peão comer alguém da outra “casta”?
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Agora, boa diversão!











quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O trabalho de Al Gore: preservar o meio ambiente é uma questão de opinião?

Fazendo um trabalho, assisti um vídeo sobre uma palestra de Al Gore, de 2008. O vídeo é fantástico, passei a gostar mais ainda dele. 
Al Gore mostra no vídeo o quanto é  nteligente, com senso de humor e motivado. Aliás, sua motivação é contagiante, daquelas de discurso do Presidente dos EUA minutos antes do meteoro colidir com a Terra, sabe? Só faltava aquela musiquinha de fundo do Armagedon. Al Gore falava sobre o aquecimento global e a crise climática. Sei que Al Gore exagera em algumas previsões. Mas não entendo como pode Al Gore e outros ativistas serem considerados “polêmicos”, como se fosse uma questão de dois lados. Aliás que história é essa de meio ambiente ser assunto polêmico? Como assim?
No meu tempo, as geleiras derretiam ou não derretiam, animais morriam ou não morriam, a camada de ozônio se destruía ou não se destruía. São fatos, não são idéias a serem discutidas. Lógico, previsões de quando o mundo vai queimar podem gerar opiniões divergentes. Mas o fato de que as nossas ações estão transformando o mundo está aí, quer queiramos ou não. O que não posso aceitar é que, a partir das divergências sobre prazos que nós temos, se tome tudo por uma grande teoria da conspiração, como li em vários blogs na internet. Cheguei a ler um comentário assombroso mais ou menos assim: “Não acreditem neles (nos ativistas)! Gás carbônico é vida! Eles lutam contra a emissão de gás carbônico para nos matar, para nos escravizar!” Meu Deus! O que essa pessoa anda lendo?
Realmente, é bem grande o grupo que acredita que o aquecimento global não existe. Tudo bem que a coisa pode não ser tão assustadora como os ativistas divulgam , mas é impossível viver com a idéia de que continuar jogando lixo nos córregos, ou nos lixões a céu aberto não afeta nada. Que o aumento do número de carros não influencia a pureza do ar. Que podemos continuar desmatando, jogando lixo por aí, desperdiçando energia elétrica, etc., numa boa, pois a natureza se renova sozinha. Só em desenho animado.
Vou tentar resumidamente contar o que vi no vídeo. Tarefa difícil, pois são 30 minutos de idéias intrigantes, que no mínimo farão pensar. A mim, não fez pensar somente sobre o meio ambiente, mas como brasileira, sobre nossa consciência e sentimento de coletividade diante de várias questões do nosso país. Al Gore diz que não basta mudar nosso comportamento diário no sentido de trocar lâmpada comum por econômica, separar o lixo, usar painéis solares, etc. Mas mais importante que isso, precisamos mudar nosso comportamento para adquirir consciência de democracia
E para mim, ele tocou no centro da questão, pois este é o foco do início da mudança no nosso planeta. Al Gore quis dizer que precisamos ter vivo, dentro de nós, o conceito da democracia, tudo que ela realmente nos permite fazer, e aplicar isso no nosso dia-a-dia. Pois é a democracia que permite que não fiquemos calados diante dos problemas ambientais, nem diante de nenhum direito que queiramos defender. É por causa da existência da democracia que podemos abrir a boca e exigir dos governantes uma atitude. Exigir que invistam em energias renováveis, que aumentem os impostos e a fiscalização sobre empresas poluidoras.
Além disso, Al Gore, lá em 2008, fala sobre uma medida arrojada: a instituição de impostos sobre a emissão de CO2, idéia que só começa a ser encarada pela França em 2009, e, pelo que li, até agora está dando trabalho para ser efetivamente aplicada naquele país, (se eu estiver errada me corrijam, por favor). Mas Al Gore sugere mais: que esse imposto substitua outro, como os encargos trabalhistas, por exemplo, aliviando a carga tributária na contratação, gerando portanto mais empregos (olha que cara fantástico). Sim até porque, se você só aumenta os tributos e não compensa por outros, torna a luta ambiental antipática e com uma imagem oportunista (como é o caso da França por exemplo, mas isso é assunto para outro post). Aqui no Brasil, só a criação do imposto sem compensação por outro nem preciso dizer no que daria né.
Al Gore mostra em slides dados impressionantes sobre a transformação do mundo nesses últimos anos (derretimento da área das geleiras na calota polar do hemisfério norte, diminuição da área da vegetação na Bolívia e outros dados). Finaliza dizendo que somos a geração que tem a missão de salvar o meio ambiente, e devemos nos orgulhar disso. Acrescenta dizendo: “não me venham com essa de que não é possível fazer isso. Com recursos aplicados em uma semana de Guerra no Iraque, poderíamos colocar o mundo no caminho para solucionar esse problema.” Nossa...
Terminei de assistir o vídeo me sentindo cheia de disposição para levantar da cadeira e agir. E o que fazer? Como diz Al Gore em sua palestra, temos uma grande ferramenta de motivação nas mãos. A comunicação. Se usarmos a internet para exigir vontade política do governo federal, dos líderes mundiais, para tomar medidas efetivas para a preservação do meio ambiente, muita coisa pode ser feita. E não só a internet, mas todos os meios de comunicação. Com relação à TV, a MTV desempenha um trabalho fantástico de conscientização. Independentemente do momento que o país atravessa, ela sempre tem na programação propagandas sobre meio ambiente.
Vamos divulgar o que é bom, divulgar as boas propagandas sobre defesa do meio ambiente e até usar nossa criatividade para criarmos nossas próprias bandeiras pelo meio ambiente. Quem sabe um criativo hashtag no Twitter?
P.S.: o video é em inglês e logo abaixo tem a opção de legendas em 37 idiomas.