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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Conto de fadas para metaleiros

Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock, vamos visualizar uma situação
e seus respectivos desfechos na abordagem de cada estilo:
-No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e  terrível dragão....

  
*METAL MELÓDICO:
 O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco,
 escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.
*HEAVY METAL:
 O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão,
 enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
 *DEATH METAL:
 O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa
 e vai embora. Eventualmente, ele mata a princesa primeiro e transa com ela depois.
 *BLACK METAL:
 Chega de madrugada, dentro da neblina e possuído pelo Cramunhão.
 Mata o dragão e o empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa,
 corta-a com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la.
 Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.
  *WHITE METAL:
 Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar
 mais uma Igreja Universal do Reino de Deus.
 *ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
 Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo.
 Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito
 sexo (com a participação do dragão, é claro!), drogas e rock n'roll, tem uma overdose
 de LSD e morre sufocado no próprio vômito.
 *PUNK ROCK:
 Joga uma pedra no dragão e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia.
 Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.
 Faz tudo isso sem tomar um banho sequer.
 *PROGRESSIVO:
 Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio.
 Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos
 ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o
 protagonista do Heavy Metal acima citado.
   *HARD ROCK:
 Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e bebendo Jack Daniel's. Mata o dragão
 com um caco da garrafa e faz uma orgia com a princesa e as loiras.
 *GLAM ROCK:
 Chega no castelo. O dragão ri tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o
 laquê e o batom da princesa. Depois a convence de pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
 *EMO:
 Mesmo caso acima, mas o dragão o mata por uma questão de princípios. Ou talvez por piedade.
 *THRASH METAL: O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.  Depois percebe que a princesa é uma piranha e faz uma musica xingando ela.
 *POWER METAL: O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.
 *FOLK METAL: O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola  e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.
 *VIKING METAL: O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.
 *GORE: Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ela de novo.
  *SPLATTER: Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.
*DOOM METAL: Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.
*NEW METAL: Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozac e vai gravar um disco "The Best Of".
 *GRUNGE: Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.
*HARD CORE: Chega de skate no castelo corre do dragão até chegar no topo do castelo onde está a princesa, olha a princesa que é baita gostosa, volta pra casa e bate uma bronha pensando nela.
*INDIE ROCK: Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema e foge com o protagonista Heavy Metal.
*GOTHC ROCK: Chega de "apé" descansa antes de entra no castelo,O dragão fica entediado e dorme,ele faz uma ceita com o dragão sem acorda-lo,até terminar a princesa ja durmiu,ele sobe até o quarto dela e come ela [come mesmo,ranga o.O]e tira uma foto e manda pro protagonista Heavy Metal.

Eae, qual o seu estlio? hehe
Creditos: Meikel Mueller

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

eles estão voltando, RED HOT CHILLI PEPPERS...

O ano de 2010 está se despedindo aos poucos, deixando saudades de grandes momentos musicais que ocorreram no mundo, especialmente, no Brasil. Bem, muita coisa ainda pode acontecer antes do último tic-tac do relógio, porém, nada ao certo sabemos ainda.

Certo mesmo, é que 2011 já está se aquecendo no “backstage”, pronto para subir ao palco. E em março deste mesmo ano, para alegria dos fãs de plantão, que foi anunciada a volta de uma grande banda.

Senhoras e senhores, ladies and Gentlemen. É com grande orgulho, que chamo ao palco os artistas:
- na bateria, Chad Smith;
- na guitarra, Josh Klinghoffer;
- no comando do baixo ele, Michael Balzary (mais conhecido como “Flea”)
- no vocal e comando da trupe, Anthony Kiedis.

É exatamente isso, RED HOT CHILI PEPPERS, já tem data anunciada para o novo álbum, março de 2011. O décimo álbum da banda em estúdio, ainda não tem nome, mas já se sabe quem vai assinar a produção da obra: Rick Rubin.

Rick Rubin, já assinou outros trabalhos anteriores do RHCP, e esteve ao comando de outros gigantes do rock, como por exemplo:
 Slayer, Wolfsbane, Mick Jagger, AC/DC, System of a Down, Slipknot, Linkin Park, Metallica e outros.

Em entrevista ao MUSICRADAR.COM, o batera Chad abre o coração:
“Estamos na metade do processo, e já temos cerca de 20 faixas prontinhas. Daí vamos fazer mais algumas, selecionar e com certeza teremos nas mãos o melhor álbum de nossa carreira!”,
Nós gostamos de trabalhar desta forma: primeiro fazemos um monte de músicas, e daí decidimos quais são legais para entrar no álbum e quais não combinam. Mas uma coisa tenho certeza: desta vez não vamos fazer um álbum duplo como Stadium Arcadium“, afirma o baterista do grupo.
O novo trabalho da banda será marcado pela ausência de John Frusciante, é a primeira vez que o RHCP entra em estúdio para gravar com o novo guitarrista, Josh Klinghoffer (ao lado de Flea na foto), desde a saída de Frusciante.
Klinghoffer, já é um velho conhecido da banda, já os acompanhou e turnês  e já trabalhou  com o próprio Frusciante em álbuns solo.

Agora é só esperar o show de 2010 terminar, para dar início nova temporada músical!

         

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mais umas palavras sobre Fito Paez em Porto Alegre 14/10/2010: sim! Ele merece!

Momento de grande emoção em frente ao youtube: novos vídeos do show do Pepsi on Stage em 14/10/2010, postados por generosas almas da área VIP!
Além disso, acabei esquecendo de comentar no post anterior a frase do Fito na abertura do show! Ele disse: “Hoy teremos um longo concerto.” E o gênio falou a mais pura verdade. Além da grandiosidade da música, presenciamos um show excelente e generoso, de duas horas e dez minutos, aproximadamente! Deixo aqui para vocês três vídeos ótimos. O primeiro é da música Cable a Tierra, onde a introdução lindíssima no piano e a própria música, que é minha favorita do Fito, me levou as lágrimas nos primeiros segundos de execução. Conta-se por aí que ele fez essa música para Charly Garcia, na época em que o cara estava muito envolvido com as drogas. Fala da angústia, da solidão e da dor, que não consegue ser anestesiada por nada, quando se está viciado. Uma música delicada e intensa. Enfim, a cara do Fito!
O outro vídeo arrancou lágrimas da minha irmã: Vaca Profana, do Caetano, inclusive com a frase que citei no post anterior, acerca da demora para voltar aos palcos e que a Daiana Correia adorou, quando contei para ela em uma mesa de bar. Já tinha postado Vaca Profana, mas a versão do teatro São Pedro. A versão do Pepsi ficou muito mais bonita.
O terceiro vídeo inicia com Tumbas de La Gloria, música que fez bastante sucesso por aqui, mas eu gostaria mesmo que vocês seguissem olhando depois dela, lá pelos 4:20, quando Fito canta Te vi. Mas além de cantar essa música linda, Fito faz uma introdução no piano inacreditável.
Bem, vejam e emocionem-se.
P.S.: Fofoca básica: sabe quem estava bem na nossa frente assistindo ao show? Thedy Corrêa, super comportado.

Texto dedicado à Maninha, minha parceirinha de boas músicas, e Daiana Regina , fãzíssima de Fito.






sábado, 16 de outubro de 2010

Fito Paez, Pepsi on Stage, Porto Alegre, 14/10/2010




 
Os rockeiros que me perdoem. Esta rockeira também se rende a Fito Paez. E, infinitamente mais depois desta quinta-feira, 14/10/2010, no Pepsi on Stage, em Porto Alegre. Chegamos na fila do Pepsi às 20h, duas horas antes de começar o show. Éramos aproximadamente 12 pessoas. Isso mesmo, 12 pessoas. E a movimentação seguiu devagar assim até bem próximo da abertura dos portões, em torno das 21:30, quando a fila tinha um tamanho preocupante. O Pepsi estava longe de estar lotado, coisa que deixa qualquer gaúcho, público exigente, um tanto quanto “frio” para encarar um show. Fito entrou no palco do Pepsi on Stage, pouco depois das 22h, com uma pontualidade fantástica e sem show de banda abertura, o que para mim foi um alívio, depois das últimas bandas de abertura que ouvi. Percebi uma emoção inicial geral, por poder ver Fito Paez depois de tanto tempo. Fito começou o show cantando várias músicas do novo CD (Confiá): Folis,Tiempo al Tiempo, London Town, El Mundo de Hoy, Confiá, Fuera de Control, Limbo Mambo, La Ley de la Vida e outras*. Mas naquele clima meio de “salão vazio” a platéia esfriou um pouco, afinal, em um show a emoção vem sempre com as músicas antigas. 
Até que Fito partiu para elas: Circo Beat, A rodar mi vida, Dar es Dar, Naturaleza Sangre, Tumbas de La Gloria, Un Vestido y un Amor, Ciudad de pobres Corazones, e outras. Com uma banda de peso (dois guitarristas, dois tecladistas, um baixista, um baterista e Fito no piano) e uma qualidade musical inigualável de músicos experientes que sabem bem o que estão fazendo, Fito fez mais do esquentar o clima: Fito arrebatou o público, nos levando às lágrimas mais de uma vez. Com duas introduções lindíssimas no piano, Fito tocou as duas músicas que na minha opinião são da maior beleza e delicadeza da carreira de Fito: Cable a Tierra e 11y 6. Eu particularmente, me emocionei muito nesses dois momentos. 
A emoção geral criou um clima mágico no show, de entrega do público e de Fito, que dançou, pulou, fez uma performance “rockeira”, chutando o pedestal das partituras e deitou no chão. Fito fez até uma dancinha muito engraçada, um estilo meio mambo, que acabou contagiando o pessoal da área VIP, momento divertidíssimo do show. Fito então encerrou, se despediu e saiu do palco. Por cerca de 10 minutos ficamos gritando olé, olé, olé, olé...Fitoooo...Fitooooo... e nada. Alguns se convenceram de que ele não voltaria mais e foram embora, ainda mais depois que dois caras da produção começaram a desplugar alguns equipamentos do palco. Maas...Fito voltou sim! E trocou completamente de roupa. De uma calça jeans e camiseta passou para um terno branco e gravata branca. Sentou então em frente ao piano e perguntou: o que vocês acham que eu estava fazendo lá atrás? Começou então a cantar, só no piano, sem banda, Vaca Profana, de Caetano Veloso. Nessa hora, quem não era fã de Fito, passou a ser, se rendendo à qualidade musical e à beleza da interpretação dessa música maravilhosa do Caetano.
Se alguém adivinhar qual música encerrou o show ganha o macaco do Idéias, na versão pelúcia: sim! Mariposa Technicolor! Aí sim, o povo pulou, gritou, e saímos do show com a alma lavada e aguardando a próxima vinda de Fito. Fantástico, inesquecível.
Seguem dois vídeos para molhar o bico. Um do show de quinta, com uma qualidade excelente e produzido por uma generosa alma da área VIP, e outro de um show no Teatro São Pedro, em 2007, que, por se tratar de Vaca Profana, vale muito a pena ser postado.
Até a próxima.
*As músicas citadas não foram tocadas exatamente nessa ordem, escrevi de acordo com minhas lembranças e de minha irmã :).